terça-feira, 13 de maio de 2014

Habemus candidato da esquerda

O ex primeiro-ministro, António Guterres, admite que pode ser candidato às presidenciais de 2016, facto que foi confirmado por Marcelo Rebelo de Sousa, outro possível concorrente para substituir Cavaco Silva daqui a dois anos. 

A partir de agora já não há dúvidas quem vai ser o candidato da esquerda e apoiado pelo Partido Socialista, mas ainda não sabemos quem será o líder do PS daqui a um ano e meio. No entanto, apesar de Seguro estar condicionado pelo resultado das legislativas do ano que vem, não será por causa do líder que Guterres vai deixar de ter o apoio de toda a máquina socialista, até porque ele é a única e última esperança da esquerda para regressar a Belém. 

Em minha opinião Guterres tem feito um bom percurso internacional e foi um razoável primeiro-ministro, embora não tenha aguentado a pressão dos maus resultados nas autárquicas 2011. Contudo, a credibilidade e honestidade política bem como a competência são factores que o antigo comissário da ONU para os refugiados deve aproveitar. Ao contrário do que acontece com Marcelo, António Guterres esteve fora durante uns bons anos e ninguém lhe responsabiliza pela crise que atravessamos. No meu entender, Marcelo tem a desvantagem de aparecer constantemente na comunicação social, ao passo que Guterres pode chegar, ver e vencer.  

Seria interessante assistir a uma corrida entre Guterres e Durão Barroso já que estiveram os dois frente-a-frente no parlamento embora o primeiro não tenha concorrido nas eleições ganhas pelo segundo. O único problema para Durão Barroso é o próprio Marcelo Rebelo de Sousa. A esquerda joga uma carta forte e avança primeira que a direita rumo às próximas eleições presidenciais. 

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