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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Estratégia pós-troika

As reacções às medidas do DEO mostram uma indignação social por um aumento mínimo de 0,25% na taxa do IVA e a subida da TSU. 

É verdade que o governo, e em particular Pedro Passos Coelho, disse que não iria haver mais aumento de impostos nem mexidas nos salários dos funcionários públicos. Ora, o PM não vai cumprir a primeira promessa mas garante a manutenção da segunda. 

Eu percebo que os críticos venham agora chamar "mentiroso" ao PM e ao resto do governo. No entanto, também deviam ter em consideração o facto do executivo ter dito que os cortes dos salários da função público serem permanentes, o que também não corresponde à verdade. Pois é, o governo vai começar já em 2015 a devolução de 80% da tabela salarial dos funcionários públicos. Afinal, o governo mente, mas para o mal e também para o bem. 

Não vou criticar o governo por fazer um aumento ridículo na taxa do IVA. O imposto que verdadeiramente afecta as pessoas é o IRS e esse vai ficar na mesma, pelo menos por enquanto, porque se houver condições o governo pode muito bem baixar a carga fiscal. 

O que dizem os críticos da possível saída limpa do programa de assistência e financeira? Espero que também reconheçam ao governo de ter vencido este problema.

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