segunda-feira, 19 de maio de 2014

À procura de uma voz na Europa

Um dos principais problemas na Europa é a falta de comando. Ou do seu excesso. Os principais líderes europeus são Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu; Durão Barroso, líder da Comissão Europeia e Catherine Ashton, representante da UE para as relações externas. 

Todos eles têm representado a União Europeia a diversos níveis porque não conseguiram obter um consenso relativamente ao que a Europa deve dizer em matéria de política externa, porque cada uma destas figuras tem uma opinião e visão diferente sobre os problemas. 

É por isto que várias pessoas dizem que a "Europa fala a várias vozes". Esta frase não poderia ser mais adequada ao momento e à confusão que este factor tem provocado no seio da organização. Devido a esta indefinição não é possível encontrar uma posição certa e unânime que dignifique a instituição e a valorize dentro da comunidade internacional. Isto porque, na última década as potências emergentes têm conquistado um papel muito relevante na resolução dos grandes problemas globais. O conflito na Ucrânia é um sinal demonstrativo do poder que a UE perdeu ao longo dos tempos que tentava encontrar um líder, não só interno mas também externo. 

Numa altura em que falta uma semana para começar as eleições europeias era importante criar um órgão que fosse o responsável pela política externa da organização. Os líderes dos outros órgãos não podem nem devem abordar problemas que estão fora da sua jurisdição. Penso que o presidente da Comissão deve estar focado nas questões internas, cabendo ao órgão liderado por Catherine Ashton representar a UE nas relações com os outros países e entidades internacionais. 

Criar uma voz externa única deve ser prioridade para os próximos quatro anos. 

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