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segunda-feira, 12 de maio de 2014

A obrigatoriedade de abordar a Europa



A campanha para as eleições europeias já começou. Num ano particularmente difícil para o país mas também para os restantes países europeus é de esperar um voto de protesto por parte dos eleitores que se irá reflectir no aumento da abstenção e no voto em algumas forças políticas anti-europeístas, como é o caso do UKIP no Reino Unido e a Frente Nacional em França. 

No entanto, os partidos tradicionalistas também poderão optar por fazer uma campanha anti-Europa e contra os governos que estão no poder e são responsáveis pela austeridade. No fundo, esse voto será igualmente uma crítica à liderança alemã. Vai ser interessante acompanhar a campanha no Reino Unido uma vez que o tema central do debate será o referendo pós-eleições à manutenção do país na União Europeia, com o principal partido no poder a fazer uma pressão enorme para a importância da consulta popular.

Como é natural em cada país as eleições vão servir para debater questões internas e externas. Duvido que em Portugal os principais cabeças-de-lista falem muito da Europa, mas acho que deviam aproveitar a oportunidade para informar os portugueses sobre as políticas europeias, já que este é um tema que as pessoas ignoram. Contudo, discutir questões da Europa num país que é na sua maioria pró-UE é normal que se perca tempo a falar sobre os problemas nacionais, em particular as medidas de austeridade que fomos obrigado a consumir. 

O importância do Euro e as suas regras são um tema fundamental e que os partidos politicos têm a obrigação de esclarecer aos portugueses nestas eleições até para não continuarmos sob o espectro de um novo resgate porque até hoje não sabemos se isso é "um problema europeu" ou "meramente nacional". 


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