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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Valls, o nouvelle futuro presidente francês

Se tivermos em linha de conta os primeiros passos de Manuel Valls, novo primeiro-ministro francês, podemos ter a certeza que estamos perante um candidato para substituir François Hollande. Aliás, a escolha do actual presidente não podia ser mais bem acertada uma vez que afasta Nicolas Sarkozy de uma tentativa para reconquistar o Eliseu. 

Os primeiros dias de Manuel Valls prometem muita discussão na política francesa e europeia. No plano interno há a certeza de uma nova tentativa em implementar austeridade mas pela via da despesa e não através de um aumento de impostos. Estou curioso para saber como vai efectuar a reforma administrativa do país sem causar desemprego, descontentamento social e indignação partidária. Até dentro do próprio partido socialista francês. 

No plano externo, Manuel Valls quer que a França esteja acima da Alemanha. Pelo menos, é isso que retiro das palavras proferidos no seu primeiro discurso perante a Assembleia Nacional Francesa. O miúdo não quer estar sob a protecção alemã mas acima de Angela Merkel. Com esta vontade própria de um jovem, é caso para a Chanceler ter medo, contudo em França quem manda é o presidente e não o chefe de governo, sobretudo em matéria de política externa. Para já, não se vai sentir o efeito Valls, até porque  Hollande o vai reduzir a um segundo plano logo que o primeiro-ministro comece a ganhar sucesso. 

Manuel Valls não se importará muito com isso, apesar da notoriedade interna e externa que tem ganho desde a sua nomeação, e muito por culpa do facto de só ter adquirido a nacionalidade francesa aos 20 anos. 

Na minha opinião, não há espaço para Valls ambicionar muito enquanto Hollande for o Presidente. Contudo, ser primeiro-ministro é um degrau numa escada que deverá ter como destino a presidência da República. Nessa altura veremos como reage a população francesa à questão da nacionalidade, mas para Valls alguma vez poder ambicionar o Eliseu, Hollande não se pode recandidatar. Será? Acho que Valls tem a coragem de lutar contra quem o fez chegar à política francesa. 

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