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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Restringir as liberdades é um erro estratégico

Um pouco por todo o mundo vários países fazem legislação que condiciona a liberdade de expressão, em particular o direito à manifestação. Os protestos que deram origem à queda de Viktor Yanukovich surgiram depois da ideia presidencial em limitar o direito à reunião. A Arábia Saudita segue pelo mesmo caminho.

Há medida que avançamos no tempo os governos vão apertando as regras da liberdade. Esta atitude deve-se ao facto de algumas medidas adoptados pelos executivos serem impopulares e alvo de forte contestação. Em cima de medidas de austeridade surgem protestos que podem colocar em causa a estabilidade de um país. Em vez de deixar as pessoas exprimirem a sua indignação, os agentes preferem condicionar todo e qualquer tipo de manifestação.

As posições tomadas por alguns países do Médio-Oriente deram origem à chamada Primavera Árabe bem como a uma revolta na Praça da Independência em Kiev. Está provado que as pessoas não aceitam limitações à liberdade de expressão e por isso é que a resposta é mais violenta do que o esperado pelos governos. As pessoas sentem que os seus direitos lhe estão a ser retirados a pouco e pouco e de forma desleal, uma vez que se trata de medidas contrárias a qualquer constituição e violam o direito internacional.

Na minha opinião os executivos estão a ficar sem margem de manobra e arriscar a manutenção no poder. O pior é que não aprenderam com o que se passou no norte de África em 2011 e muitos executivos continuam a ir pelo caminho da restrição de liberdades. 

As democracias não são perfeitos e muitos políticos temem a reacção da população face ao crescimento da revolta, mas ir por este caminho é o maior erro que qualquer presidente ou primeiro-ministro pode cometer. 

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