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terça-feira, 8 de abril de 2014

Passos Coelho quer agradecer o esforço dos portugueses

O primeiro-ministro, Passos Coelho, anunciou no Domingo que está disposto a aumentar o salário mínimo nacional. A oposição, os sindicatos e os patrões estão de acordo relativamente a uma medida que desejam há muito, mas que foi negada pelo PM devido às circunstâncias económicas em que vivemos. 

Após o anúncio de Passos Coelho a oposição veio reclamara para si os louros da vitória. É verdade que os partidos da oposição venceram, mas a principal vitória vai para os portugueses que têm um Salário mínimo miserável e que não se aceita numa Europa industrializada e civilizada. Não me venham com a história da crise para não se mexer no SMN. Com um SMN tão baixo é normal que no sector privado há quem pague mal aos seus trabalhadores. Se o Estado tem por princípio não pagar bem, como é que as empresas no sector privado vão compensar os seus trabalhadores?

O aumento do salário mínimo nacional vai surgir ainda num contexto difícil porque ainda há cortes importantes para fazer e os impostos continuam altos. 

Passos Coelho já disse que não vai cortar mais nos salários e pensões, mas que estes não vão voltar a níveis de 2011 quando muitos foram aumentados por causa de uma decisão eleitoralista de José Sócrates em 2009. O PM também já veio dizer que não vai haver diminuição no IRS em 2015, mas que também não vai haver aumentos. Contudo, ainda falta saber onde é que o executivo vai cortar 1500 milhões de euros. 

Os temas sobre a capacidade salarial dos portugueses deverá ser alvo de controvérsia política até ao Orçamento de Estado 2015. Pelo meio, há a saída da troika de Portugal e sinais positivos na economia. 

O PM tem de optar entre reduzir os impostos e aumentar o salário mínimo. Se fizer o primeiro vai ter que "ajudar" os funcionários públicos para não serem prejudicados em detrimento dos trabalhadores do sector privado. Com o objectivo de não criar mais injustiças e descontentamento social o PM mexe num assunto que diz respeito a todos e dessa forma cala os críticos à sua esquerda, mas também os de direita. Não há mais cortes e aumento de impostos, mas há um pequeno rebuçado que é o aumento do salário mínimo nacional. E assim se consegue dar um sinal positivo para os mercados e os bolsos dos portugueses. 

Não acho que esta medida seja eleitoralista, embora tenha sido anunciada em véspera de europeias. Na minha opinião, Passos Coelho quer dar um presente aos portugueses que se esforçaram durante os últimos três anos bem como injectar confiança na economia portuguesa. 

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