sexta-feira, 25 de abril de 2014

Os meus heróis de Abril

Para mim a revolução de Abril não se esgotou no dia de hoje. Depois da chamada "revolução dos cravos" ainda houve dois momentos importantes que marcaram decisivamente a história da nossa democracia: o 25 de Novembro e a Constituição da República Portuguesa de 1976. 

Posto isto os meus heróis de Abril não são os militares que hoje reclamam um golpe de estado e ao mesmo tempo querem fazer discursos na casa da democracia, mas os homens que trabalharam para que Abril não fosse um passo para o comunismo. Francisco Sá Carneiro, Mário Soares e Diogo Freitas do Amaral foram os verdadeiros responsáveis para a instauração da democracia plena em Portugal e não vale a pena os capitães se sentirem muito importantes porque o papel deles foi importante mas não decisivo. Na minha opinião, os ditos militares como não se sentem recompensados politicamente pelo que sucedeu há 40 anos, querem agora mostrar que estão vivos. 

Abril não se esgota na revolução que foi feita hoje mas estendeu-se por mais dois anos. Deviamos honrar a memória de todos aqueles que politicamente combateram, não só a ditadura mas o regime que se preparava para instalar em Portugal. Infelizmente Francisco Sá Carneiro não está entre nós porque foi vítima da luta política que travou no período do PREC e também após a instauração da actual Constituição. 

4 comentários:

Fernando Vasconcelos disse...

Vamos por partes Francisco. eles não querem discursar sempre. Eles queriam discursar num evento especial, numa data especial. Na verdade se me perguntas têm direito? Não direito não têm. Temos obrigação de lhes dar esse tempo de antena? Não obrigação não temos. Então? Então devemos ter é bom senso e também um pouco de respeito. Qualquer uma das duas razões seria suficiente para convidar os homens a discursar. A atitude da maioria e da presidente da assembleia foi totalmente desprovida de ambos. Mas também de alguém que "inconsegue" não se espera mais.

Francisco Castelo Branco disse...

Sendo assim, eles deviam criar condições para isso. Não percebo porque razão têm de ir à Assembleia?

Porque razão os militares se querem transformar em actores políticos?

Legalmente podem fazer tudo para serem ouvidos. Concordo que a resposta de Assunção Esteves foi indigna, no entanto, o importante é realçar o papel dos três homens que estão na fotografia.

Kruzes Kanhoto disse...

Concordo. Mas vá lá fazer perceber isso à generalidade dos opinadores!

Francisco Castelo Branco disse...

Há muitos que estão contra os militares

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