segunda-feira, 7 de abril de 2014

O que fazem 13 presidentes numa bomba de gasolina?

Os presidentes da maioria dos clubes nacionais quer a demissão imediata do Presidente da Liga, Mário Figueiredo.

A proposta de Figueiredo de fazer frente à Olivedesportos não correu bem e agora as consequências estão aí. Apesar disto é importante que se diga uma coisa: Mário Figueiredo tem sido um péssimo presidente e só está a fazer mal à Liga. Não é aceitável que a principal competição de futebol em Portugal não tenha um patrocinador e esteja às porta do buraco financeiro e não se entende como é que se aumenta o número de clubes na liga principal quando as receitas não chegam a 2 milhões de euros. 

Por isso não se admira que não haja adeptos nos estádios e o produto não seja vendido, cabendo aos programas televisivos fazer a promoção do espectáculo. Contudo, quem tem dirigentes como Bruno de Carvalho, Pinto da Costa ou António Fiuza merece este fim. 

Os clubes querem impedir o presidente da Liga de ratificar uma proposta que pode acabar com o monopólio da entidade que gere os direitos televisivos. No entanto, o mercado nacional é pequeno e não há forma dos clubes ganharem dinheiro que não seja através das transmissões na Sport Tv. Se o mercado é pequeno não se pode aumentar o número de clubes porque todos vão querer os jogos transmitidos e havendo apenas dois dias ao fim-de-semana é impossível que haja bolo para todos. Mesmo que haja jogos à segunda e sexta à noite, o que tem sido normal, os clubes enfrentam outro problema que é a adesão ao público. Nos anos 90 os estádios estavam cheios, quer se tratasse de equipas pequenas ou grandes, mas a entrada da tv no negócio alterou o estado das coisas. Tendo em conta que o futebol é jogado durante o inverno a tendência das pessoas vai ser ficar em casa, até porque qualquer jogo é hoje transmitido. Ninguém vai ao futebol ao sábado à noite nem à sexta, porque os espectadores de futebol preferem fazer outro tipo de programas nesse horário. 

Este é um problema que os clubes têm de resolver para conseguir mais assistências, logo mais receita. No entanto, os nosso dirigentes preferem aguardar numa bomba de gasolina enquanto os portões da Liga se mantêm fechados para evitar um golpe de Estado que se avizinha a qualquer momento, mas que não sabe como será feito. O presidente da Liga quer ficar protegido mas os clubes, na pessoas dos seus presidentes, contra atacam. 

Ninguém sabe quem vai ganhar este braço-de-ferro porque estão em causa interesses de diversas naturezas e a vida de pessoas que subiram à custa do futebol. Contudo, o único perdedor é o futebol português interno.

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