terça-feira, 15 de abril de 2014

O governo disse e garantiu

O governo disse mais de uma vez que não vai cortar nos salários e pensões nem aumentar os impostos no próximo orçamento de Estado. Ora, perante isto eu não percebo porque é que a oposição e os cronistas do costume (que costumam estar sempre contra o executivo) continuam a papaguear o mesmo. De facto, não se entende qual a razão de tanta desconfiança e insegurança em relação ao que o governo afirma. 

Seria um suicídio político, não só para o governo mas para o país, que se fizessem mais cortes nos salários e pensões bem como aumentar impostos. Embora Passos Coelho se esteja a lixar para as eleições, há a mínima percepção que mexer nos salários das pessoas vai dar origem a eleições antecipadas. 

O líder da oposição devia ter outro tipo de discurso e atitude. O país já escreveu tudo e mais alguma sobre Seguro, mas este continua na mesma linha e parece que não vai parar até 2015. Tudo por causa das eleições. Até neste ponto há uma diferença clara: O governo não está (ainda) a pensar nas eleições e o PS está obcecado com elas, além do mais seria "má tactica política" meter ao barulho os cortes e o anúncio do aumento do salário mínimo. 

Não é preciso o governo estar sempre a repetir o mesmo, apesar das constantes manchetes do jornais que são o resultado desta oposição socialista sem qualidade. Espero que esta não se sobreponha à vontade do governo em fechar o programa da troika, até porque é o esforço dos portugueses que está em causa. E acrescento: com esta insistência, o PS não está a valorizar o sacríficio das pessoas depois do mesmo partido socialista nos ter colocado no buraco mais fundo que a economia pode conhecer. 

Sem comentários:

Share Button