quarta-feira, 16 de abril de 2014

Do "problemas deles" até ao "afecto" foi um instante

A presidente da Assembleia da República decidiu resolver o "problema deles", dos militares, com afecto e um café. 
Ora, a democracia portuguesa não pode chegar a este nível, tanto de um lado como do outro. Já se percebeu que nem Assunção Esteves nem os militares têm um sentido linguístico apurado e muito menos sabem o que é ter perfil de "estadista". Eu fui um dos que aplaudi a nomeação de Assunção Esteves para segunda figura do Estado, mas como não votei estou perfeitamente tranquilo. 

Quem se deve sentir envergonhado foram os deputados que elegeram Assunção Esteves depois de rejeitarem Fernando Nobre, que tinha sido a preferência de Pedro Passos Coelho. De facto, a líder do parlamento quando abre a boca parece que está a falar com um grupo de amigos sentados num café ou esplanada. No entanto, é a atitude demonstrada pelos militares porque mesmo enxovalhados na praça pública pelo poder política, aceitam uma segunda oportunidade para discursarem nas cerimónias do 25 de Abril. Se isso acontecer, o poder político presente vai ser humilhado por estes homens que ainda não perceberam que só fazem parte da história. Nunca do presente ou futuro. 

2 comentários:

Fernando Vasconcelos disse...

Oh Francisco e a comemoração é o quê? Vou-te dizer o que acho. Penso que é obvio que deveria ser dada essa honra. Acho que a presidente da assembleia limita-se a fazer o que lhe mandam sem qualquer tipo de discernimento ou de tacto. Não tem nível intelectual para ser a segunda figura da república nem de perto nem de longe. Mas o erro não é só dela é também dos mandantes. Se existe algum momento em que deve ser dada voz a esses militares é nesta cerimónia porque como dizes são parte da nossa história.

Francisco Castelo Branco disse...

Dentro do parlamento acho que não se justifica. Mas estou de acordo quanto ao nível da nossa presidente

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