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quarta-feira, 30 de abril de 2014

De volta à politiquice interna

No próximo Domingo o governo vai anunciar qual a forma como o país vai sair do programa de Assistência e Financeiro. Apesar das dúvidas que se vão lançar até dia 4, tenho a sensação que o executivo irá sair de forma limpa do programa da troika, no entanto, ainda teremos de ser sujeitos a várias avaliações antes de nos deixarem seguir sozinhos. Saímos limpo, mas sob vigilância internacional que durará até às próximas eleições legislativas, sejam elas em 2015 ou mais cedo, como já foi defendido por alguns.

Na minha opinião o verdadeiro combate político vai começar agora, porque os partidos já podem centrar-se exclusivamente nas políticas internas que vão ser implementadas, pois já não a "desculpa" que estamos sob protectorado internacional. 

Em meu entender o OE 2015 ainda será um pouco apertado mas com algumas novidades relativamente ao salário mínimo nacional e talvez no IRS, embora este ainda não seja possível baixar. Mal seria se não houver espaço para aliviar a carga fiscal. O momento decisivo para o executivo será o OE 2016 que será feito em cima das legislativas. Pode ser estratégico, mas o executivo quis apertar o cinto para depois começar a haver uma folga. Se isto é eleitoralista ou não, cabe a um decidir, mas eu penso que há razões para pensar que não. De facto, a pressão internacional obrigou-nos a um grande esforço num curto espaço de tempo, até porque quem empresta dinheiro não o pode fazer eternamente. O governo esteve sempre sob pressão por causa dos números e dos prazos que teve de cumprir. 

Passos Coelho tem um ano para governar sem a troika e esse será um momento importante para saber qual a verdadeira política que o actual executivo vai levar a cabo, até porque também Portas vai começar a exigir "medidas eleitoralistas". Ainda não sabemos qual a forma de saída, no entanto, esta é a primeira vitória do governo sob o PS de António José Seguro e não foi preciso ir a eleições.

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