quinta-feira, 10 de abril de 2014

O dia da grande decisão está a chegar

Daqui a um mês o país e a Europa vão ficar a saber de que forma vamos sair do programa de assistência financeira, para doze dias depois a troika ir mesmo embora e nunca mais voltar. 

Até lá a especulação vai ser enorme e como de costume, muitos irão fazer as suas análises. Só há duas hipóteses: ou uma saída limpa à irlandesa ou um programa cautelar. A escolha está nas mãos do governo e não da Europa. Ao menos por uma vez nos deixem decidir o nosso futuro. 

Acredito que Portugal não vai precisar de um programa cautelar porque isso seria criar um clima de dúvida nos próximos tempos. E isso o país não precisa uma vez que já fez todos os sacrifícios necessários. Não digo que a crise vai acabar mas é tempo de aparecerem sinais positivos para que o investimento e o consumo (sobretudo este) sejam uma alavanca para a recuperação económica. Depois disto os números de desemprego e outros indicadores vão diminuir. Contudo, é preciso haver rigor e disciplina. 

É natural que a partir de agora haja mais responsabilidade, bom senso e civismo quando se quer gastar, sobretudo no que toca ao uso de dinheiros públicos. É neste ponto que tem de haver uma mudança por parte deste governo, mas também dos próximos, porque este executivo está a pagar pelas políticas de austeridade que tem implementado. No entanto, apesar da crise acho que Passos Coelho ainda tem tempo para recuperar, até porque a partir de agora, as contradições que atingiam o primeiro-ministro vão-se virar para o líder da oposição, António José Seguro. Estou convencido que todos vão cair em cima do líder socialista dias depois da troika sair de Portugal e acho que Seguro não vai saber reagir a esta derrota, o que trará consequências políticas para o partido socialista.

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