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terça-feira, 8 de abril de 2014

40 anos depois não há espaço para os militares

O povo agradece o trabalho dos militares de Abril pela revolução, contudo a história não deve servir para dar cobertura aos que arriscaram a vida em prol do nosso país. Os militares de Abril foram importantes mas nunca serão eternos. 
Ao longo destes 40 anos de liberdade temos vindo a assistir ao ressurgimento de alguns militares que têm medo que o país o esqueçam. Alguns chegam ao ponto de dizer que é necessário fazer uma nova revolução para derrubar o actual poder político, tudo por causa dos cortes nas reformas que os militares ganharam direito simplesmente porque foram importantes no dia. Sim, porque no outro e até ao 25 de Novembro estiveram mais preocupados em instalar uma ditadura comunista em Portugal do que uma democracia. 

Na minha opinião os grandes heróis de Abril foram o PS, PSD e CDS. Ou seja, os partidos políticos que estiveram presentes na revolução de Abril, mas também no importante 25 de Novembro. Foi Mário Soares, Freitas do Amaral e Sá Carneiro que estiveram na linha da frente para instaurar a democracia que vivemos hoje e derrotar e evitar a entrada do poder soviético em Portugal. É óbvio que a democracia não é perfeita mas é o que se pode ter neste momento.

Posto isto, não percebo a intenção dos militares em querer aparecer quando se trata das celebrações do 25 de Abril. A data histórica tem de festejada mas também é fundamental que se olhe para o futuro. 

No próximo dia 25 de Abril serão os políticos e não os militares a usar da palavra nas comemorações oficiais. Ainda bem que assim é porque os capitães colocaram-se contra o regime e nenhum deles teve influência política relevante em 40 anos de democracia, e na altura usaram as armas para instalar um regime anti-democrático. Por este factor ninguém está interessado em saber o que os militares têm para dizer. 

Que não se use sempre o 25 de Abril para fazer um "refresh" histórico. 

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