terça-feira, 25 de março de 2014

Verdade de um lado, insegurança do outro

Passos Coelho tem à sua frente uma tarefa difícil nestas eleições. Apesar do fim do programa de ajustamento ocorrer uma semana antes das europeias, dificilmente isso irá repercutir-se no voto. No entanto, a coligação Aliança Portugal tem a seu favor o facto de António José Seguro não cair no goto dos portugueses nem dos socialistas. 

Saúdo a coragem do actual primeiro-ministro em revelar os cortes que irão ser feitos no OE 2015. Ao contrário do que muitos pensavam, não deverá haver redução de impostos devido a questões eleitoralistas. Eu acho que os anos Sócrates revelaram que os portugueses estão fartos de medidas com vista a ganhar as eleições. Neste ponto Passos é honesto, sério e correcto com a sua verdade mas também com os eleitores. 

Infelizmente o PS não trilha o mesmo caminho, uma vez que até hoje não disse aos portugueses como vai reduzir o défice, já que isso é fundamental para a sobrevivência da nossa democracia. Podemos ter crescimento económico mas a redução da despesa é algo que terá de ser sempre feito e isso não pode ser conotado com o facto de qualquer governo só impor austeridade. Por isto, qualquer discurso que iluda os portugueses de que o governo só está a apertar o cinto é falso. 

Posto isto, ainda bem que Passos Coelho vai dizer a verdade antes da campanha, onde pode ser apanhado na mentira. 

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