segunda-feira, 24 de março de 2014

Um país individualista e de poucos consensos

Querer que a sociedade portuguesa chegue um consenso sobre qualquer coisa é uma tarefa muito difícil. Por regra a nossa população é muito adversa a estabelecer acordos e principalmente trabalhar em equipa. Não é só a nível da política e do futebol que isto acontece. 

Normalmente os portugueses olham mais para o seu próprio umbigo do que o colectivo em geral. Em primeiro lugar estão sempre as ambições pessoais do que as do grupo, porque o que importa é chegar ao topo o mais rapidamente possível. Claro que isto é uma visão errada e só traz prejuízos, mas infelizmente é isto que acontece na maioria dos casos. 

Por tudo isto não admira que os convites ao consenso partidário estejam constantemente a cair em saco roto. Porquê? Porque o líder do PS tem legitimamente ambições de ser primeiro-ministro e dar o braço a torcer é meio caminho para ter o partido contra ele mas também essa atitude irá ajudar a coligação a ter mais votos nas legislativas. Por seu lado, o PSD pretende com este discurso do "consenso" ficar bem na fotografia perante os eleitores. Ao menos tentámos e foi o PS que não quis nada, afirmam os sociais-democratas. 

Como se costuma dizer cada um defende a sua dama e ninguém está preocupado com os valores colectivos. A nossa sociedade é egoísta, individualista e tem pouco sentido colectivo, porque não pensam que o sucesso de uma organização é também o seu sucesso, preferindo pensar no dinheiro que se consegue amealhar ao longo da vida. 

Na minha opinião os constantes apelos ao consenso feitos por parte do PR são inúteis e uma perda de tempo. No entanto, Cavaco Silva está a fazer o seu papel, sabendo de antemão que nada vai mudar na política portuguesa. E muito menos na sociedade. 

3 comentários:

ematejoca disse...

As suas análises politicas são sempre excelentes.

Que pena que não goste da minha amiga Angie.

ematejoca disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Francisco Castelo Branco disse...

Muito obrigado pelos comentários, em particular o do post sobre a Ucrânia que foi pensado enquanto estava numa discoteca.

Quanto ao resto, o trabalho aqui e no jornal dão-me pouco tempo.

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