sexta-feira, 21 de março de 2014

Um olhar sobre as declarações de independência e anexação

Ao longo da nossa história temos vindo a assistir ao nascimento de novos países. Apesar do mundo já estar "definido" e sem "espaço" para novas nações, há sempre quem queira afastar-se do seu habitat e procurar novos caminhos, culturas e lideranças. 

Nos últimos tempos temos vindo a assistir a fenómenos de declaração de independência mas também de anexação. Acho que o problema em torno da Crimeia vai acabar por resultar na autonomia da região e esta suposta "junção" à Rússia está relacionada também com este factor. Uma coisa é certa, eles não querem ser ucranianos. 

Tivemos a declaração de independência do Kosovo, Montenegro e do Sudão do Sul. Os motivos que estão por detrás desta vontade são religiosos, políticos, culturais e até sociais. 

Neste ano o mundo vai ter que lidar com dois referendos relacionado com a autonomia da Catalunha e da Escócia. Ao contrário do que possa suceder na Crimeia, em Espanha e no Reino Unido não haverá problemas militares e a polémica girará em torno das soluções políticas a encontrar. 

O nacionalismo das várias regiões espanholas é um problema com que o país vizinho vai ter de se confrontar, até porque a Catalunha deu um passo decisivo para que outras regiões pudessem seguir a via da autonomia. O mínimo que os governantes das regiões autónomas pedem é realizar uma consulta popular para aferir do sentimento em vigor. O resto são problemas constitucionais e políticos que com arte e engenho são possíveis de ultrapassar. Em Espanha, o País Basco há muito que luta pela autonomia, mas foi a Catalunha que se chegou à frente. Agora é a cidade de Vigo que quer fazer parte de Portugal. Atenção que não estamos a falar da região da Galiza a querer voltar ao passado. É a própria cidade de Vigo que tenciona realizar um referendo sobre a possibilidade de se juntar a Lisboa. 

É difícil resolver estas questões relacionadas com autonomia porque haverá sempre dois pesos e duas medidas. O mundo é suficiente grande e desigual para aceitarmos ficar com o mapa tal qual como está. É óbvio que novas nações vão nascer, mas será que uma comunidade pequena tem direito a usufruir de regalias que só uma grande nação tem direito?

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