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segunda-feira, 17 de março de 2014

Segue-se a via diplomática

Cerca de 95,5% da população da Crimeia votou favoravelmente à integração na Rússia. Perante este resultado não pode haver outro cenário que não a aceitação por parte de Kiev e da restante comunidade internacional dos resultados de ontem. Se o resultado fosse equilibrado ainda haveria questões por colocar, no entanto, nem a minoria tártara que vive na região consegue fazer valer o seu estatuto. 

Em termos de sentimentalismo e nacionalismo nada mudou desde o tratado de Budapeste, pelo que não é por haver um acordo que as pessoas se vão sentir ucranianos. A população sente que pertence e sempre pertenceu à Rússia e o referendo de ontem foi uma prova disso. Kiev, Bruxelas e Washington têm de compreender e aceitar este facto e não será pela imposição de sanções que o sentimento se vai alterar. Não vai haver guerra porque as tropas russas já protegem a população da Crimeia há muito tempo, embora só agora tenham saído da toca, mas isso foi uma atitude de conservar a segurança dos russos. 

O pior perigo que pode advir do resultado de ontem está relacionado com o sentimento da população que vive no leste da Ucrânia. Este facto pode originar uma divisão no segundo maior país da Europa, mas não creio que isso vá acontecer. 

Não acredito que vá haver conflito militar na Crimeia e acho que uma atitude desse género por parte de Kiev ou Washington será incompreensível. Na minha opinião, todos os problemas relativamente a direitos do povo da Crimeia deve ser tratado de forma diplomática. Penso que será a próxima via, no entanto, acho que a Crimeia deu ontem um passo para se tornar uma região independente e o referendo foi uma forma de deixar Kiev fora-de-jogo. 

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