terça-feira, 18 de março de 2014

O que separa PS e PSD há 40 anos

Eu não percebo como é que em Portugal os dois maiores partidos políticos não conseguem chegar a acordo relativamente a várias matérias de interesse nacional. Não se trata de amarrar os partidos a documentos ou princípios estabelecidos, mas encontrar caminhos sustentáveis para que o presente e o futuro do país sejam melhores. Ao Governo cabe encontrar as soluções adequadas e a oposição é responsável por encontrar alternativas credíveis ao proposto pelo executivo. 

Em Portugal PS e PSD sempre foram mais inimigos do que partidos rivais. Esta rivalidade não faz sentido num quadro parlamentar onde apenas dois partidos podem governar o país quando conquistam a maioria absoluta. Acontece que numa situação de minoria parlamentar, aquele que estiver no governo vai necessitar sempre da ajuda do outro, em particular os socialistas que nunca irão fazer uma coligação com o BE ou o PCP. 

Não entendo esta atitude do PS relativamente ao futuro do país, já que o PSD de Passos Coelho por diversas vezes suportou o governo liderado por José Sócrates. Não custa nada ao PS dizer cá para fora que vai colaborar no sentido de conduzir o país a um futuro melhor, em vez de passar uma mensagem de pessimismo. 

É visível que o líder do PS pretende romper com algumas reformas que estão a ser feitas pelo governo PSD-CDS quando eventualmente chegar ao poder, contudo isso não vai ser possível pelo facto de isso em política ser difícil e também porque tem custos para o Estado. No entanto, o actual secretário-geral socialista jamais será primeiro-ministro deste país. Pelo menos, enquanto Cavaco Silva for Presidente da República.

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