Etiquetas

sexta-feira, 28 de março de 2014

Milionário procura candidato

As presidenciais norte-americanas só são em 2016 mas a pré-campanha há muito que está aí. Se do lado democrata a luta será entre Hillary Clinton e os outros, do lado republicano ainda há muitas dúvidas apesar de Mitt Romney se estar a preparar para mais uma tentativa de assalto à Casa Branca. 

Os candidatos republicanos ainda não abriram o jogo mas é certo que vai haver notícias já que o ciclo de 8 anos do partido democrata está a chegar ao fim. Se Clinton chegar à presidência é um autêntico milagre. A provável vitória republicana nas eleições de 2016 deverá aguçar o apetite do partido mais conservador ou liberal. Por estes motivos é que um billionário norte-americano, Sheldon Adelson, anda à caça do melhor candidato republicano no mercado. Adelson vai "investir" numa pessoa da mesma forma que um clube desportivo pretende retirar dividendos de um activo. 

Como em tudo na vida não há almoços grátis, o milionário não vai apostar tudo sem pretender algo em troca. É natural que Sheldon Adelson queira alguns favores para investir dinheiro seu num candidato republicano que possa conquistar a Casa Branca. Tendo em consideração que nos Estados Unidos a vitória eleitoral não depende do mérito, competência, ideias mas do "marketing" político, quem tiver o apoio de Adelson parte ligeiramente à frente, embora o dinheiro não garanta a vitória, até porque em 2012 a família Adelson investiu em Newt Gingrich e o candidato obteve um resultado muito fraco. Na minha opinião, o melhor que Sheldon tem a fazer é unir esforços com Mitt Romney para tentar impedir Clinton de chegar ao poder. 

Antes das primárias repulicanas irá haver uma luta para saber qual será o candidato que merece a atenção do milionário. O Washington Post chama a este concurso a "As primárias de Sheldon" e entende que a sua atitude é sinal de uma democracia que não funciona. Não é possível que a publicidade e o marketing vendam mais do que uma ideia política. 

Se em Portugal os partidos não mudam a sua organização interna, daqui a uns anos um banqueiro qualquer agarra no seu dinheiro e investe o que bem entender, tendo sempre em consideração os seus interesses privados. E se todos começarem a ter esta atitude em Portugal ou nos EUA....


Sem comentários:

Share Button