quarta-feira, 5 de março de 2014

Guiné-Equatorial não fala português

A mais que certa entrada da Guiné-Equatorial na CPLP é uma vergonha a todos os níveis. Não só para Portugal que aceitou o pedido de adesão, mas para todos os países que integram a organização. Neste processo os interesses do país liderado por Obiang foram mais importantes do que a defesa do interesse nacional, em particular a nossa língua. Não admira que o Brasil se desinteresse cada vez mais deste grupo que pertence mais aos países africanos do que a Portugal e ao próprio Brasil. 

O governo de Malabo quer o reconhecimento internacional e acima de tudo, que a comunidade internacional não ande atrás de si por causa da pena de morte, e desta forma arranjou uma forma de adiar o problema. Não sei se foi Portugal que aceitou a integração da Guiné sem ter o problema da pena de morte resolvido, mas convém que haja uma explicação oficial para este facto. E não basta dizer que a seu tempo a pena de morte vai ser abolida no país....

O poder dos países africanos tem vindo a crescer por causa do seu poder económico. Com isso conseguem ultrapassar obstáculos que antes nunca iriam conquistar. Não tenho nada a ver com os interesses das potência africanas emergentes, mas não percebo como é que Portugal continua a baixar as calças ao poder africano, como tivesse de aceitar tudo e mais alguma por causa da sua ex-posição de país colonialista. 

Espero que esta seja apenas uma fase má da governação portuguesa.


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