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segunda-feira, 17 de março de 2014

Era esta a justiça que Seguro queria?

Ao contrário do que sucede noutros países, como é a Alemanha, a justiça em Portugal não funciona e por este andar nunca irá caminhar para um sentido positivo. O caso da prescrição em redor dos julgamentos do BPN, BPP e BCP chocam qualquer pessoa que queira recorrer à justiça para resolver os seus problemas.

Os banqueiros Jardim Gonçalves, João Rendeiro e Oliveira Costa podem deixar de pagar milhões de euros em multas porque os seus processos que estão na justiça já podem ter prescrito, em certa medida por erros cometidos pelo Banco de Portugal mas também pelo Ministério Público. 

António José Seguro propôs criar um tribunal especial para investidores estrangeiros que quisessem intervir em Portugal, de forma a que os processos não demorassem muito. Eu não sei se o secretário-geral estava a incluir também condições especiais para certas determinadas figuras nacionais que não podem ser julgados como cidadãos normais. Em vez de termos de assistir a este triste espectáculo, o tribunal para ricos construía as suas próprias regras e assim ficávamos todos felizes e contentes, porque já sabemos o que esperar e não vale a pena continuarmos a brincar à justiça. Esta gente faz um aparato em relação aos seus processos para depois encher o peito pelo facto de sair ilibado de forma ilegal e imoral. 

Se o secretário-geral do PS quer ser governo e dar instrumentos aos poderosos para escaparem à justiça, então o meu voto será noutro partido que não os socialistas. No entanto, a ideia de Seguro acaba por fazer sentido num país onde a justiça é o principal factor de desigualdade social e económica. 

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