quinta-feira, 20 de março de 2014

De comunicado em comunicado

O país não está cansado das guerras futebolísticas porque isso entretêm o erário público. À falta de outros interesses, as pessoas querem é saber das tricas, sejam elas provenientes do futebol ou não. 
Nas últimas semanas temos vindo a assistir a uma guerra entre os três principais clubes portugueses. O mais curioso é que o principal protagonista tem sido o Sporting e não o Benfica ou o FCP. Digo isto, porque não foi nem o clube da Luz nem o nortenho que acenderam a chama neste final de temporada. 

O Sporting, liderado pelo seu presidente Bruno de Carvalho, decidiu abrir uma frente de batalha após a derrota em Setúbal, condicionando a arbitragem do recente clássico entre leões e dragões. Pelo meio meteu o Benfica ao barulho, porque senão fossem os 7 pontos retirados pelas más arbitragens, o Sporting estaria no primeiro lugar e com francas possibilidades de ser campeão, uma vez que ficou provado no derby entre águias e leões que o Sporting tem equipa para ser o vencedor. 

Bruno de Carvalho estava com medo do FCP mas atacou o Benfica, porque era isso que os adeptos queriam. Agora que o FC Porto já está quase eliminado do segundo lugar, semana a semana vamos assistir a um ataque por parte dos dirigentes leoninos a cada jogo do clube da Luz. O presidente leonino quer imitar Pinto da Costa e usar a táctica da pressão para ver se resulta. No último domingo resultou, mas duvido que daqui para a frente a sua estratégia tenha resultados, até porque Luís Filipe Vieira tem muito mais poder que o pequeno dirigente leonino. 

O facto do FCP não estar a ser o principal protagonista deste filme está relacionado com o mau desempenho da equipa mas também por culpa da instabilidade directiva que o clube vive derivado da sucessão de Pinto da Costa. Há muito que não víamos os dirigentes portistas a não reagir a uma má arbitragem logo depois do jogo, ainda para mais quando se trata de um encontro decisivo e logo frente a um rival. No entanto, a ironia portista foi mantida com a publicação daquele comunicado sobre "as boas maneiras dos viscondes". 

Apesar da "guerra aberta" entre os três principais clubes portugueses ser por vezes saudável, é preciso não esquecer que isso pode chegar aos adeptos e esse é um factor mais complicado. Quem anda a envergonhar o nosso futebol não são os adeptos, jogadores, treinadores e muito menos os árbitros. É a escumalha de dirigentes que todos os dias nos entram pela comunicação social adentro. 

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