segunda-feira, 10 de março de 2014

Arbitragem tem de mudar

O fim-de-semana não correu bem para os árbitros. Já o fim-de-semana passado também houve polémica com a arbitragem. Não se pode atingir os homens do apito pela via mais fácil, que é chamá-los de corruptos. Por exemplo, o Sporting indignou-se (e bem) com a arbitragem de Setúbal e foi logo atirar culpas para o Benfica quando o principal beneficiado foi o FC Porto. Na próxima semana há um decisivo Sporting- FC Porto que vai determinar quem irá entrar directamente na Champions. No final do jogo nem leões nem dragões poderão imputar responsabilidades ao clube da Luz. 

Os erros de arbitragem foram graves e diversos. Foras-de-jogo, golos fantasmas e as habituais dúvidas nos lances dentro das áreas. Já defendi o uso de meios tecnológicos para avaliar as situações de dúvida em caso da bola passar ou não a linha de golo. No entanto, o caso em torno de Aaron Hunt volta abrir a questão e a possibilidade do vídeo abranger outros lances. Se o árbitro estava perto do lance e se enganou é porque a competência e qualidade dos árbitros já não é suficiente para avaliar um lance decisivo. A questão não tem a ver com os dois requisitos técnicos mas com a possibilidade de se poder acertar rumo à melhor decisão. E não me venham com a história de que o jogo tem de parar a meio, porque basta uma comunicação ao árbitro-vídeo do árbitro principal. E perante as repetições tira-se a dúvida. Não falo das possibilidades financeiras porque isso é outro assunto, mas acho que cada liga deveria poder optar pela forma como pretende melhorar a sua competitividade. 

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