quinta-feira, 13 de março de 2014

Á terceira não será de vez


Mitt Romney vai ser candidato às presidenciais de 2016. A julgar pelos rumores de que estará a reunir os conselheiros políticos, o ex-governador do Massachussetts prepara a sua terceira tentativa para entrar na Casa Branca. Romney parece Pedro Santana Lopes que não percebe o facto de em política só se pode ser candidato a um cargo uma vez, porque se perdemos quer dizer que a maioria não nos escolheu. A razão da "rejeição" não tem nada a ver com o outro candidato, mas com as nossas propostas e ideias, e algumas vezes com a personalidade. 

Este princípio vale para a política como para os restantes cargos da sociedade. É verdade que Passos Coelho foi eleito presidente do PSD à segunda tentativa, mas o actual primeiro-ministro recolheu uma dose de simpatia quando concorreu contra Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes. Há excepções que resultam, mas a regra é que não há milagres políticos à segunda tentativa.

Se concorrer duas vezes ao mesmo cargo é mau, fazê-lo uma terceira vez ainda é pior e demonstra que a pessoa já está por tudo para ganhar o lugar e isso não deve ser um princípio em política. É certo que Romney chegou mais longe da segunda vez do que da primeira, e no pensamento do antigo governador está a possibilidade de chegar ao topo na terceira tentativa. Não é por acaso que existe um ditado famoso para estas situações. No entanto, em política as coisas não funcionam assim. Um verdadeiro líder ganha à primeira e sem contestação, com a maioria dos votos. Outro aspecto importante é o facto de Romney ter de vir a enfrentar Hillary Clinton, mas esta também já é a segunda vez que irá participar na corrida presidencial.


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