terça-feira, 25 de março de 2014

A reunião mais secreta do ano

O que fazem EUA, Canadá, França, Alemanha, Itália,  Japão, Reino Unido e a UE sentados a uma pequena mesa redonda, numa sala minúscula e com pouca luz?

Esta reunião pode ter várias interpretações possíveis uma vez que nela estão presentes as nações mais desenvolvidas do mundo. Os oito países mais fortes do nosso planeta têm necessidade de se aliar e discutir o presente e futuro do planeta na escuridão. Não estão só os líderes mas também as segundas figuras, ou seja, os ministros dos negócios Estrangeiros que são os mandatários dos presidentes ou primeiro-ministros quando é preciso agir. 

Há quem diga que nesta reunião foi discutido as sanções a aplicar à Rússia devido aos recentes desenvolvimentos na Crimeia. Não sabemos se foi abordado mais algum tema, mas é provável que a Síria, as armas nucleares, a crise na Venezuela e o défice português tenham entrado no menu, uma vez que os representantes dos maiores países do mundo não tiveram tempo de almoçar e, embora não se veja na fotografia, o comer ficou-se por uma sanduíche uma cola. 

No fim da reunião, o mundo ficou a saber que estes 7 países mais a União Europeia decidiu expulsar a Rússia do G8. No entanto, Moscovo pode ficar no G20 até ordem em contrário. De facto, se olharmos para a sala podemos verificar que dificilmente a Rússia caberia nesta reunião. Como se vê estão todos muito apertadinhos e em cima dos outros, o que é perigoso tendo em conta as diferenças políticas entre os líderes destes dois países. 

Como não podia deixar de ser Barack Obama foi a personagem principal mas também a garantia que Angela Merkel e David Cameron não chegassem a vias de facto devido à questão europeia. Por aqui se vê uma distância entre a França e Alemanha, já que se os franceses ainda fossem liderados por Sarkozy de certeza que a cumplicidade seria maior. 

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, parece que não tem nada a ver com a Europa porque está muito longe de Merkel, Hollande e Cameron, mesmo tendo em conta a pequena dimensão da mesa que nem dá para ter papeis em cima da mesa. Eu só não percebo porque razão os líderes mundiais têm microfones na mesa. Se fosse num espaço maior ainda compreendia, agora ali não se entende até porque é impossível haver reuniões bilaterais durante a reunião magna. Nesse caso, a casa-de-banho seria um bom local para discutir questões mais profundas. 

A presença dos braços-direitos na reunião também era escusado pelo facto de estarem presentes as primeiras figuras, embora haja sempre o medo de que o discurso seja alterado. Quem não se lembra das reuniões entre Sócrates e Passos Coelho, em que o segundo acusava o primeiro de dizer para a comunicação social coisas diferentes do que se tinha passado intra-muros. 

Se a Rússia abandonar o G-8, as próximas reuniões do grupo não será realizado em nenhuma cidade onde será necessário reforçar a segurança e aturar os manifestantes, porque como se vê, basta uma pequena mesa para decidir o destino político, social e económico do planeta. 

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