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segunda-feira, 3 de março de 2014

A exigência de Marcelo

O comentador televisivo, Marcelo Rebelo de Sousa, está quase a ser o candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa. Em política como na vida tudo muda num instante, e a súbita aparição no congresso da semana passada foi uma forma do professor mostrar que "quer ser" o candidato laranja. Marcelo não foi ao congresso "pedir" para ser candidato, mas exigir que o partido apoie a sua eleição.

Ao fim de muitos anos podemos ter MRS como o grande candidato da direita, mas também como o salvador da pátria. Inteligência não lhe falta, capacidade política também não, no entanto ser Presidente da República não é o mesmo que ser chefe de governo. Apesar da sua capacidade e inteligência, MRS será sempre uma figura de corpo presente enquanto PR. E será isso que o professor quer ser? Um mero espantalho?


Ser chefe de Estado seria uma forma bonita de MRS acabar a sua vida política, o problema é que o percurso político do actual comentador da TVI não foi brilhante e o próprio só se pode orgulhar da fundação do PSD, que verdade seja dita, foi da responsabilidade de três homens bem conhecidos, os outros eram paus mandados e figuras secundárias que subiram no partido devido às suas ideias e valores. 

Acho que MRS tem direito a pedir para ser candidato laranja em 2016, mas não pode exigir a Passos Coelho essa oportunidade só por causa do seu passado. Pedir é muito diferente de exigir, e em política a imposição do segundo termo pode ter consequências negativas para quem recusa. 

O mais hilariante é que estou convencido que os ex-líderes partidários que foram ao Congresso tiveram todos a mesma intenção de "exigir" a Passos Coelho que se lembre deles na hora de escolher o candidato presidencial. Tenho a certeza que na cabeça do primeiro-ministro não está ninguém que esteve presente no Coliseu, até porque a moção do líder diz que procura um candidato que não vá em busca da popularidade fácil. 

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