sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Três passos decisivos

O líder do PSD tem três desafios pela frente nos próximos anos. Em Maio tem as eleições europeias onde terá obrigatoriamente de ter um resultado melhor do que aconteceu nas autárquicas 2013. Uma vitória eleitoral era óptimo, no entanto importa reduzir a distância para o PS. Não é expectável que o PS venha a obter uma vitória contundente até porque uns dias antes a troika sairá oficialmente do país e isso vai ser um factor a favor do governo, além de que os socialistas ainda não apresentaram um cabeça-de-lista nem sequer há indicações de quem possa ser o escolhido por Seguro, enquanto no PSD tudo aponta para que seja Paulo Rangel. 

O segundo grande desafio de Passos Coelho são as eleições legislativas do próximo ano. Só uma vitória eleitoral em 2015 é que o primeiro-ministro consegue vencer a terceira, que se chama eleições presidenciais. Nas próximas legislativas a escolha dos eleitores vai ser entre dar uma maioria absoluta ao PSD ou manter a coligação que governou o país nos últimos quatro anos. 

O último desafio do actual líder social-democrata serão as presidenciais. No entanto, a apresentação das candidaturas presidenciais só deverá ocorrer após um bom resultado em 2015. Entre os nomes mais falados para suceder a Cavaco em Belém estão Durão Barroso, Santana Lopes e um nome surpresa que pode ser Rui Rio ou mesmo Paulo Portas. Contudo, a escolha do candidato presidencial pode ser importante para que o governo obtenha um bom resultado eleitoral nas legislativas e empurrar o partido para uma vitória com maioria absoluta. Na mente de Passos Coelho está a dúvida se anuncia o candidato a Belém antes ou só depois das legislativas, porque na minha opinião acho que o primeiro-ministro já tem o perfil e o nome que pretende para concorrer em 2016. 

É verdade que Passos Coelho perdeu a primeira batalha eleitoral após a derrota nas autárquicas em 2013, mas em Julho o primeiro-ministro conseguiu segurar o governo e isso é mais importante. Com a mudança do ciclo económico e a troika a ir embora Passos Coelho pode ter o seu ciclo dourado.

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