quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Se bebeu não trabalhe

Este bem podia ser o lema aplicado em todas as publicações do grupo Cofina. A empresa liderada por Paulo Fernandes vai obrigar os trabalhadores a soprar o balão caso haja indícios de que os mesmos poderão estar alcoolizadas. Como é natural, se o trabalhador acusar é logo despedido com justa causa. Não se percebe a aplicação de uma medida que está confinada às autoridades policiais, essas sim são as únicas que podem usar o teste do balão para aplicar uma multa. 

Outro aspecto é a falta de bom senso desta iniciativa, uma vez que a sua intenção visa única e exclusivamente proibir os trabalhadores de beberem um copinho à hora do almoço. São medidas como esta que faz com que as pessoas deixem de ter privacidade no local de trabalho o que é muito mau. Se há empresas que vão aos computadores das pessoas, investigam a vida privada, não é de admirar que se esteja a caminhar para um estado totalitário dentro das empresas. Os direitos de privacidade e protecção de dados têm de ser protegidos pela constituição, pela lei, mas acima de tudo por quem tem a possibilidade de despedir um trabalhador por uma questão tão mesquinha como aquela que a Cofina vai implementar. 

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