domingo, 16 de fevereiro de 2014

Olhar a Semana - Saída à portuguesa

Esta semana perdeu-se muito tempo a discutir a forma como o país iria sair do programa de ajustamento da troika. É certo que ainda faltam quase três meses mas convém começar a preparar o futuro. Acho que o governo devia dizer imediatamente o que vai acontecer porque assim ganhava em termos eleitorais e não acredito que já não esteja acordada com a troika o pós-troika. 

Não sei o que será o futuro com um progama cautelar, no entanto se essa fosse a hipótese mais certa já conheceríamos os trâmites do novo acordo. Podemos dizer que o programa seria uma forma da Europa controlar as finanças durante um período de tempo de forma a não cometer abusos, contudo este programa só duraria até ao próximo orçamento já que é provável a descida dos impostos tendo em vista as legislativas de 2015. Um cautelar não seria mais do que isto e o resto é conversa. Não vejo necessidade do FMI vir novamente a Portugal controlar as contas, isso só faria sentido se estivéssemos perante um governo socialista.

Portugal vai acabar o programa de ajustamento no dia 17 de Maio e depois vai caminhar pelo próprio pé. Uma nova presença da troika em Portugal depende do que se fizer no país nos próximos anos e quem é que faz o quê. 

Eu não quero um programa cautelar nem uma saída à irlandesa, mas o adeus definitivo ao programa de ajustamento à portuguesa. Com responsabilidade e noção que o país perdeu anos dourados em que poderia ter investido em equipamentos úteis do que ter andado a gastar rios de dinheiro para comprara automóveis e casas de luxo. Que todos saibam investir os próximos fundos nas empresas porque são estas que garantem o crescimento da economia através da criação de emprego. A reforma do Estado é deixar de alimentar a máquina para exercer as suas funções. 

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