quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Muro de Kiev

A praça da Independência em Kiev parece a Praça Tahrir no Egipto quando foi alvo dos protestos que originaram a queda de Hosni Mubarak. A primavera árabe chegou à Europa mas com proporções gigantescas. Os manifestantes montaram as suas tendas, construíram barricadas e lançaram fogo para mostrar ao mundo que quem manda no país são os apoiantes de uma adesão à União Europeia.

Por seu lado, e apesar das várias tentativas de negociação com a oposição, Yanukovich não consegue demover as pessoas da rua, tal como aconteceu com Mubarak há três anos. Lembro-me que o líder egipcio também anunciava medidas para tentar acalmar o povo, mas este mostrava-se irredutível: só saímos da Praça Tahrir quando Mubarak for embora. Por muito que Yanukovich anuncie acordos com a oposição, faça cedências as pessoas não vão sair dali até o actual presidente sair. O problema é que se o líder baixa os braços a outra parte ucraniana pró-Rússia vai iniciar protestos porque não quer um governo pró-Europa. Tendo em conta os resultados das últimas eleições há quem queira Yanukovich no poder e rejeite os actuais líderes da oposição.

Perante este cenário é provável que Viktor Yanukovic fique no poder até que a situação descambe. O presidente vai lançar o seu exército sobre os manifestantes e depois logo se verá, pelo que o melhor é construir um muro em Kiev para separar territorialmente um país que se encontra dividido politica e socialmente. 


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