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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Ideias Políticas : Vou votar no líder ou no partido? XXIV

Uma das situações que confunde o eleitor é saber distinguir o partido do seu líder. Há pessoas que gostam de um certo partido mas não se identificam com o líder, no entanto acabam por votar no conjunto. Por outro lado há quem goste do líder mas não é do partido que ele representa. Esta última situação é menos plausível porque o líder do partido tem sempre por detrás de si a máquina partidária. 

Em Portugal é mais usual as pessoas votarem no partido, independentemente de quem lidera. Por muito que o líder seja mau o que liga as pessoas aos partidos é a carga ideológica e não o carisma do principal rosto. Em Inglaterra e nos Estados Unidos a força de um líder é suficiente para roubar votos ao adversário, veja-se o que aconteceu com Barack Obama e alguns líderes britânicos. 

Quem tem capacidades políticas excelentes tem capacidade para conquistar qualquer eleitorado e não estar preocupado em obter o mínimo exigível para conseguir chegar ao poder. No nosso país o discurso dos candidatos a Primeiro-Ministro tem sido ambíguo. Quando estão em campanha falam para o país, mas depois chegam ao governo e só falam para o seu eleitorado. Quer isto dizer que não conseguem disfarçar a sua ideologia enquanto vestem o fato de primeiro-ministro. 

No nosso país foram poucos aqueles que conseguiram adoptar esse papel de líder carismático, com ideias próprias, e que fale directamente para as pessoas. Não se trata de prometer isto ou aquilo, mas de transmitir à população quais são as suas ideias e não aquelas que estão nos programas partidários. Lá por fora isto não acontece porque as candidaturas são mais pessoais porque o sistema também favorece o aparecimento de candidatos supra-partidários e que só usam o nome da força politica como alavanca para o sucesso pessoal. 

Em primeiro lugar o líder para ser carismático e querer protagonismo tem de se desligar das orientações do partido bem como de alguns valores. Depois precisa de construir uma imagem sua e que não esteja em conflito com os interesses partidários. Por fim, o programa tem de nascer da sua cabeça, embora com alguns valores ideológicos, mas acima de tudo precisa de ter independência na defesa dos seus valores e crenças políticas. 


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