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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Capuchinho laranja

O contestário social-democrata António Capucho vai ser expulso do PSD. Não pelas suas posições críticas à actual direcção liderada por Passos Coelho mas por ter concorrida numa lista de independentes em Sintra contra o PSD. Todo e qualquer militante social-democrata que não concorra a uma eleição nas listas do partido é expulso, pelo menos é o que diz o espírito dos regulamentos do partido. 

O militante pode contestar, ter uma opinião pública contra a direcção mas não pode ser candidato numa lista própria, ainda para mais se o PSD concorrer nessa mesma eleição. 

Será que tudo isto faz sentido?

Acho que não e quem perde não é o contestário (que até nem acompanho nas críticas), mas o partido que fica mal visto pela sua tentativa de liberdade sobre um militante. Nunca vi o PSD se pronunciar sobre a militância de Isaltino Morais ou Valentim Loureiro. Convém não esquecer que esta medida também se estende a Marco Almeida, cabeça de lista independente nas eleições autárquicas 2013 em Sintra. A direcção do partido fez tábua rasa e expulsou logo dois militantes. 

Quem perde com tudo isto é o PSD porque agora Capucho vai virar à esquerda e possivelmente ao PS. Não falo numa eleição para o parlamento mas numa tentativa presidencial de agarrar votos à direita com um candidato apoiado pelo principal partido da esquerda. O PS tem falta de bons políticos que possam ser candidatos pelo que terá de ir buscar alguém a outro sector (Francisco Louçã é outro nome que me vem sempre à cabeça). 

O PSD parece um clube da segunda circular que gosta de formar bons jogadores mas que depois estão a ganhar títulos nos rivais. A decisão tomada pelo PSD foi errada porque agora vamos ver Capucho com mais tempo de antena e quem sabe a defender as cores de outro partido. Uma destas hipóteses vai ser concretizada. 

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