Etiquetas

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

25 de Maio

No próximo dia 25 de Maio o mundo vai assistir com curiosidade mas também apreensão a duas eleições históricas: - as eleições presidenciais na Ucrânia depois da destituição de Viktor Yanukovich e o referendo na Crimeia sobre a autonomia na região.

Nenhum destes actos eleitorais vão contribuir para um melhor futuro, quer na Ucrânia quer na Crimeia, uma vez que foram pensados e idealizados com a cabeça quente e como resposta a uma situação de conflito interno. Os responsáveis da oposição ucranianos bem como os governantes na Crimeia não têm noção o quão perigoso é este anúncio, até porque com os Estados Unidos e a Rússia nos dois lados da barricada é provável que não haja eleições.

Apesar do conflito já ter feito vários mortos na Ucrânia e da guerra na Crimeia estar ao virar da esquina, ninguém quer um banho de sangue em Kiev ou Simperofol, porque isso não convém nem ao Ocidente nem à Rússia. É natural que neste momento todos os intérpretes internos estejam de cabeça perdida e com vontade de ir cada um para seu lado, mas será difícil ao novo governo interino ucraniano resistir e à Crimeia se dividir em dois.

O novo governo ucraniano não vai durar mais de um mês porque a sua legitimidade é nula e á primeira zanga interna vai estalar o verniz, até porque não há nenhum Cavaco Silva para aguentar a coligação. Nem os Estados Unidos e muito menos a União Europeia vão reconhecer legitimidade ao novo primeiro-ministro, nem sequer negociar termos e condições para reconstruir o país. Embora haja sinais preocupantes não estou a ver Vladimir Putin a formar uma aliança com os responsáveis da Crimeia.

Para já o futuro na Ucrânia é preocupante e sombrio, mas pode ser que tudo não passe de um jogo de xadrez.

Sem comentários:

Share Button