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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Quantos candidatos sobram?

Há medida que as presidenciais se aproximam os "candidatos" a candidatos à presidência da República vão anunciando a sua retirada do xadrez. O último a desistir foi Marcelo Rebelo de Sousa mas a esquerda também já não conta com José Sócrates. Por agora resta Paulo Portas e Francisco Louçã como nomes presidenciáveis e escolhidos pela opinião público. Ainda temos António Costa que é sempre uma possibilidade, embora esteja mais perto do Rato do que de Belém.

A mim não me surpreende que várias pessoas vão retirando as suas candidaturas. É lógico que se sentem pressionadas pela opinião pública e pelos media, contudo o entusiasmo à volta de um possível avanço é apenas mediático. Normalmente os "possíveis candidatos" não passam disso mesmo e o objectivo dessas figuras é criar um mistério à volta da sua pessoa. Arrisco a dizer que quem já está a pensar numa candidatura à presidência não lançou nenhuma pista e muito provavelmente é uma personalidade que surgirá fora do arco partidário. Depois os partidos apoiarão quem bem entenderem. 

Tem sido assim nos últimos anos com Cavaco e Manuel Alegre. É óbvio que os candidatos poderão ter uma força oculta que os fará avançar mas o apoio partidário só surgirá depois de ser anunciada a candidatura. 

Percebo o entusiasmo à volta das presidenciais 2016 mas antes ainda há legislativas em 2015. Estas últimas eleições serão decisivas para determinar o apoio dos candidatos que já estarão em marcha no final do próximo ano, até porque a composição do parlamento será outro e isso é fundamental no apoio a uma candidatura presidencial.

Depois da retirada de Marcelo e Sócrates já não há ninguém que possa fazer as capas dos jornais, no entanto após a saída da troika vai voltar o circo à volta da política nacional.

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