quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Previsões 2014: Conclave do CDS e do PSD. E como fica o PS?

O início de 2014 vai ficar marcado pelos congressos do PSD e do CDS. Após três anos de governo a reunião magna vai ser um bom teste para saber o estado de espírito dos membros dos partidos que suportam a maioria parlamentar. Nos bastidores tem havido algumas críticas tanto a Portas como a Passos Coelho, no entanto não é crível que as lideranças estejam em causa. Por muito que andem por aí Rios e Castros a desestabilizar as direcções neste momento nem um terramoto retiraria Passos ou Portas do poder. 

O conclave partidário não será mais para os dois partidos fazerem um balanço da governação. A mensagem que vai passar é a realização de um bom trabalho e a concretização dos objectivos por parte do executivo. Não será em Aveiro ou no Coliseu dos Recreios que se farão ajuste de contas internos ou externos (entre os próprios partidos da coligação), até porque em Maio o CDS e o PSD vão integrar uma lista própria para as europeias. Também não seria inteligente criar divisões internas nas vésperas de uma grande conquista para o executivo, isso seria dar um bolo ao PS. 

Se a situação na direita está normalizada o mesmo não se pode dizer da esquerda. No PS não está agendada nenhuma reunião magna mas a liderança de Seguro vai ser colocada em causa no final do ano quando for apresentado o OE 2015, isto porque se o executivo aligeirar as medidas de austeridade é provável que os socialistas comecem em entrar em conflito interno. No entanto a vitória de Seguro nas autárquicas foi um balão de oxigénio para o actual líder que vê os fantasmas internos desaparecer. Acho que o líder vai a jogo até às legislativas até porque neste momento não há ninguém dentro do partido que lhe possa fazer sombra. As europeias é mais um teste à capacidade de Seguro e que vem um pouco antes da saída da troika. Como vai o líder socialista reagir a este facto?

Os restantes partidos farão o caminho normal sem sobressaltos. Neste momento é a sua existência que está em causa devido ao surgimento de mais um movimento à esquerda. O Livre pode ser uma dor de cabeça para o BE que não se aguenta com a liderança bicéfala.

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