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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Presidente do "quase"

O discurso de Barack Obama no Estado da União foi uma tentativa do Presidente mostrar ao Congresso e aos republicanos que não precisa deles para nada, embora algumas políticas tenham esbarrado na vontade da câmara que não é controlada pelos democratas. 

Aprecio a coragem de Obama em fazer frente a um congresso mesmo que depois não colha os frutos dessa ousadia. Muitos políticos têm medo das Instituições e de quem as comanda devido ao poder constitucional que têm nas suas mãos. Ora, Obama sente que as suas ideias são fundamentais para a melhoria da vida dos norte-americanos, como é o exemplo do Obamacare, no entanto a proposta tem esbarrado no Congresso e que já deu origem a uma paralisação dos serviços da administração pública em Setembro de 2013. 

Acredito que os Republicanos não tenham medo das ameaças do Presidente, até porque um líder que não tenha maioria na câmara alta tem os poderes reduzidos e não pode fazer o que lhe bem entender. No entanto, o líder norte-americano tem habilidade nos discursos mas isso não lhe deve chegar para ter força política suficiente de modo a alterar a actual situação, até porque os Republicanos estão em guerra aberta com o Presidente neste segundo mandato. 

O Presidente bem pode achar que ficar sozinho é a melhor solução, o problema é que as suas ideias podem ficar para sempre na gaveta e isso significa que Barack Obama vai ficar conhecido como o Presidente "do quase". Este estatuto não permite ao primeiro presidente negro dos Estados Unidos ficar na história, como era sua intenção e o desejo manifestado no discurso de vitória em 2008. ´

Também convêm não esquecer que Obama só acordou para os problemas reais das pessoas neste início de mandato, o que revela pouca inteligência política e falta de cuidado nos valores adoptados pelo Partido Democrata ao longo da sua história. Lembram-se de Kennedy?

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