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domingo, 12 de janeiro de 2014

Olhar a Semana - Para Portas os fins justificam os meios

Fiquei desiludido com as explicações de Paulo Portas sobre a demissão de Julho, bem como com o encobrimento de certos dirigentes centristas relativamente ao que se passou no Verão. Muitos afirmam que não vale a pena mexer no passado, no entanto é importante saber as explicações do que ocorreu há 7 meses porque ninguém sabe se Portas vai bater outra vez com a Porta...

As explicações em congresso não foram suficientes e cheiraram a desculpa, mas mesmo que a razão por ter batido com a porta esteja relacionado com questões "provocatórias" não se admite a atitude. Portas mostrou que os fins justificam os meios e isso na política como na vida é terrível. A credibilidade de um líder não pode chegar a este ponto e o pior é que o actor desta reacção também é vice primeiro-ministro de Portugal. Portas colocou em causa o governo e só não houve crise política devido à excelente atitude de Passos Coelho que não deixou o líder do CDS se demitir nem se demitiu. 

Passos Coelho está a engolir um enorme sapo para manter Portas no governo porque precisa do apoio dos centristas. Senão fosse assim o mais provável seria Coelho mandar Portas ir dar uma volta, pelo que é não vejo como podem os dois partidos concorrer em listas conjuntas nas legislativas 2015. Em relação às europeias já manifestei a minha concordância em relação à posição adoptada, no entanto o acordo pré-eleitoral deve ficar por aqui. 

Portas não desiludiu porque confirmou aquilo que todos sabem: apesar da sua maravilhosa oratória não é nem nunca será uma pessoa em que se pode confiar. É pena que assim seja porque o líder centrista tem muitas qualidades, no entanto tem o pior dos defeitos que uma pessoa pode ter.

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