terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Dinheiro, Sexo e Poder nas empresas portuguesas

O recente caso amoroso de François Hollande podia muito bem ter acontecido em Portugal. A nível político não temos muitas histórias cor-de-rosa de maridos infiéis até porque o conservadorismo português a isso obriga. No entanto, se na política a ordem é para ser fiel o mesmo não se passa nas outras áreas de negócios, nomeadamente a nível de media, empresas e advocacia. 

Há muitos anos que este aspecto está instalado na nossa sociedade. Quem tem mais mulheres ou se mostra um garanhão é porque tem muito dinheiro e poder e dessa forma milhares de famílias são destruídas. O que se passa em muitas empresas é o resultado de uma sociedade que não olha a meios para atingir os seus fins. Dinheiro, sexo e poder são características apreciadas em muitos sectores de actividade em Portugal. A promiscuidade entre estes três aspectos há muito que está instalado no sistema e quem não alinha pode vir a ser prejudicado. 

Infelizmente é assim que se em muitos locais e a tendência não é para diminuir, até porque cada vez mais as pessoas estão mais com os colegas de trabalho do que com a própria família e em maior parte dos casos a saturação familiar é transportada para o local de trabalho. As ditas reuniões em locais que não os da empresa, jantares das empresas e escapadelas aos hóteis do costume. 

Os vícios da nossa sociedade são dinheiro, sexo e poder e o resto não conta para nada. O caso Hollande é uma versão francesa de um filme que poderia muito bem ser produzido em Portugal. Embora se fale muito da falta de qualidade dos políticos, não se pode acusar os nossos governantes de fazerem porcaria nas instituições democráticas. Pena que alguns sectores do resto da sociedade não sigam este exemplo.


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