segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A missa em directo

O país assiste em directo à missa de corpo presente de Eusébio. É verdade que o jogador era uma figura notável em todo o país mas é inacreditável como é que as televisões têm paciência para transmitir a missa em directo, além do mais demonstra uma falta de respeita para com o morto, os familiares e todos os amigos que se querem despedir do futebolista.

Aquilo que eu apelido de "paranóia televisiva" teve o seu ponto mais alto nestas cerimónias fúnebres do Pantera. O pior é quando a SIC emite a missa com comentários de Bagão Félix, uma personagem que precisa da TV para sobreviver. Não sabia que o antigo ministro era um especialista em questões da Igreja. Porque não chamar um padre para decifrar o que está na biblia?

O Portugal mediático chegou a um estado de loucura e indecência que não há volta a dar. Mesmo com a presença das mais altas figuras do Estado a TV podia cortar durante a celebração, mas enfim é o país que temos! O maior problema é que as pessoas gostam disto e vivem disto.....

2 comentários:

Fatyly disse...

Eu não tive pachorra para ver tudo, mas nos anos que vivo em Portugal apenas por quatro vezes vi a inicitaiva de uma união de um povo:

- pela causa de Timor
- Pelo Euro 2004 (outra canseira que a mim não me disse nada mas respeito)
- Por Amália Rodrigues (que também não gosto de fado, mas respeito)
- e agora por Eusébio.

Falas da missa...mas acho muito bem que a tenham transmitid pela televisão, eu não vejo e nem vou, mas a minha mãe e milhares de pessoas como a minha mãe, católicas mas que não conseguem ir pelo seu pé, foi a única cerimónica que assistiram.
Há que respeitar meu amigo.

A humildade de Eusébio e da sua família, o seu enorme fair-play deveria estender-se a muitas classes nacionais...acomeçar pelos clubes e a terminar nos políticos.

Um povo precisa de referência, âncoras para continuarem a lutar e sinceramente não vislumbro mais nenhuma figura pública - muito menos políticos - que mereça o tempo de antena para que todos os que quizessem seguir.

Francisco Castelo Branco disse...

Respeitar respeito mas isso não tem interesse televisivo e não traz nada de novo. Ou seja não é uma notícia.

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