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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Seguro percebeu a tempo

Foi preciso esperar até final do ano para Passos Coelho e António José Seguro apertarem as mãos pela primeira vez. O acordo entre PS e PSD está relacionado com a redução do IRC, medida fundamental para aumentar a competitividade das empresas no nosso país, num momento que se espera de recuperação económica. 

Seguro aproveitou a mão dada por Passos Coelho para ficar bem na fotografia. Não só perante o partido mas sobretudo aos olhos do país. Nestes termos Seguro pode passar o Natal tranquilo porque os portugueses agora já o podem ver como alternativa ao primeiro-ministro. O líder do PS se quer ganhar as eleições em 2014 ou 2015 tem de passar uma mensagem de abertura em relação às propostas do governo, porque a oposição praticada até ao momento não estava a resultar.  

Se o PS começar a "alinhar" com o governo é muito provável que o executivo deixe de contar com os socialistas. O raciocínio é muito simples: Quanto mais o governo quiser o PS fora por sua iniciativa, mais razões têm os socialistas para culpar o executivo. No entanto, é a Direita que está vantagem porque desta forma responsabiliza a esquerda por não estar unida na resolução dos problemas do país. 

Na política é preciso estar a favor mesmo quando é preferível fazer oposição. Seguro ainda não percebeu isso e só liga aos conselhos de Mário Soares.

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