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domingo, 29 de dezembro de 2013

Olhar a Semana - política de 2013 e a do próximo ano

Durante o ano inteiro o país previa a queda do governo. No verão as demissões de Gaspar e Portas fizeram temer o pior. No entanto, um Primeiro-ministro astuto e um Presidente responsável foram suficientes para aguentar o barco. A maioria dos analistas acham que estamos muito piores do que estávamos há um ano e entendem que 2014 será um ano negro. Estávamos pior se hoje não houvesse governo ou se António José Seguro fosse chefe do governo. Para bem do país, não aconteceu nem uma coisa nem outra. 

O próximo ano vai marcar o fim da presença da troika no nosso país. Muitos dizem que a troika sai mas a crise fica. Pode ser que sim, no entanto Portugal já não vai ser o mesmo depois da terceira intervenção externa em democracia. A responsabilidade no uso de dinheiros públicos vai aumentar e a fiscalização irá ser mais severa. 

Acho que é de salutar o facto do governo ter conseguido alcançar as suas metas em apenas três anos. O que seria do nosso país caso a troika prolongasse a sua estadia como aconteceu na Grécia? Nem tudo foi perfeito e houve pessoas que passaram muitas dificuldades, contudo a crise tocou a todos e ninguém escapou aos cortes, sobretudo aqueles sectores onde a "gordura" do Estado não era necessário. 

O passo seguinte é verificar qual o comportamento dos agentes no pós-troika. Esse é o grande desafio da nossa classe política. Outro aspecto importante é relacionar a saída da troika com mais uma eventual crise política que favoreça o PS e o CDS. Se Portas decidir abandonar o governo depois do trabalho feito não há margem para Passos Coelho dizer que não.

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