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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Obama, o amigo dos inimigos

O mundo político despediu-se hoje de Nelson Mandela. As próximas cerimónias são para o povo e em particular a sua família. Hoje vimos um povo sul-africano unido na morte do seu querido líder, mas também a aplaudir o Presidente Barack Obama, enquanto que Jacob Zuma foi assobiado pelo seu próprio povo na sua casa. 

Depois das cerimónias o mundo viu Obama cumprimentar Raúl Castro. Décadas depois os Estados Unidos e Cuba voltaram a apertar as mãos. Apesar da presença de Rouhani nas exéquias ainda não foi hoje que o Irão cumprimentou os Estados Unidos, mas pelo menos já falaram ao telefone. 

Estou surpreendido com Barack Obama, um verdadeiro senhor "político", se é que se pode chamar isto a uma pessoa e a um político. É de louvar os esforços que o Presidente dos EUA tem feito para promover a paz com os eternos inimigos dos americanos. Há quanto tempo um Presidente americano e cubano não se cumprimentavam? É verdade que o protocolo obrigava a um aperto de mão, no entanto a intenção de enterrar o machado de guerra está presente no líder americano. A sua figura simpática torna o relacionamento mais fácil, mas o mais importante é relação institucional, porque um Presidente representa um país inteiro. 

Obama está a ir muito bem na política externa e tem conquistado avanços importantes. Os antigos líderes destruíram relações mas cabe a Obama recuperar o respeito bilateral. A história tem colocado os EUA num papel ingrato já que as suas intervenções podem ser analisadas do ponto positivo e negativo. Na minha opinião é a imagem de "imperialismo" que o Presidente Obama quer alterar. Não é por acaso que os gestos que temos vindo a assistir são mais visíveis neste segundo mandato. Barack Obama pretende que no futuro não haja mais conflitos.

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