Etiquetas

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Justiça

A revista Time premiou o Papa Francisco I como a sua personalidade do ano. Eleito em 13 de Março deste ano, Georgio Bergoglio tem obrigado o mundo a pensar. Em primeiro lugar quero dizer que a distinção é justa, no entanto não percebo a inclusão de Obama em todos os concursos. 

Os primeiros passos dados por Francisco têm sido positivos. A sua doutrina quer alcançar o bem das pessoas. As críticas à igreja são um sinal para uma reflexão interna que tem de ser feita obrigatoriamente, para bem das pessoas mas também da própria instituição, porque a mudança não parte do individual. Se as instituições são lideradas por pessoas, não é pelo facto de se aderir a uma determinada colectividade que se tem de mudar o ADN pessoal. Na minha opinião este é o primeiro ensinamento do Papa nos primeiros meses do seu pontificado.

A imagem de pessoa austera e simples é outra marca pessoal. Não se pode acusar os outros sumo-pontifices de não terem a mesma preocupação, no entanto percebe-se que por detrás da batina há um homem preocupado com os valores correctos. Considero que Bergoglio não entrou da melhor maneira, mas o tempo confirmou a sua vontade em ser mais do que um líder religioso. 

Francisco quer que olhem para ele como um homem normal e não como uma pessoa enviada por Deus. Por esse facto é que o Papa sorri e age com normalidade rejeitando todo o tipo de luxos que só os mais afortunados têm direito. Em relação aos temas que ainda dividem a sociedade, a postura do Papa actual é bem diferente da de Bento XVI. Acho que o líder da Igreja pretende iniciar um novo ciclo procurando afastar também de João Paulo II. 

Os primeiros sinais mostram que o Papa está determinado em alterar as estruturas internas da Igreja e acabar com muita podridão que existe dentro do Vaticano. Se começar por liquidar a impunidade que há está a fazer um bom serviço ao mundo e à religião. 

Sem comentários:

Share Button