sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Três Passos Seguros

É quase certo que as circunstâncias políticas em Portugal vão mudar em 2014. A um ano das eleições e com meio país a pressionar Cavaco Silva, o futuro de António José Seguro e Passos Coelho vai ser jogado no próximo ano.

A manutenção de Passos Coelho no poder está dependente do sucesso do programa da troika. Se em Junho de 2014 as entidades internacionais não estiveram por cá, o primeiro-ministro ganha a batalha e tem possibilidade de aliviar os portugueses em 2015. Outro aspecto importante é o programa cautelar. O governo não precisa do PS para nada, já que o ajustamento adicional não necessita de consenso, mas apenas do conselho do Presidente da República. O primeiro-ministro precisa muito mais de Portas do que Seguro, no entanto se o líder socialista estiver de boa-fé é sempre bem vindo, contudo o país sabe que isso nunca irá acontecer. Um segundo resgate atira o governo para a rua e o PS vence as eleições sem maioria absoluta, colocando um problema ao PR. 

António José Seguro só fica no Partido Socialista se o governo falhar os seus objectivos. Mesmo que o país necessite de um programa cautelar, o aparelho vai pedir mudanças mesmo que António Costa não seja uma solução a curto prazo. A única possibilidade de Seguro ter hipóteses de vencer Passos Coelho em eleições é o governo falhar e pedir um segundo resgate, caso isso não suceda, Seguro tem os dias contados no Largo do Rato e a única esperança socialista é num novo menino que já esteja a ser preparado pelas bases. Eu não acredito que Seguro vença Passos Coelho em 2015 se os dois conseguirem aguentar-se nas respectivas lideranças partidárias. Nem o PS nem Cavaco Silva gostam de Seguro, por isso o mais provável é que o partido realize eleições internas lá para o final do ano. 

O único líder partidário que se vai manter no poder é Paulo Portas. 

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