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domingo, 17 de novembro de 2013

Olhar a semana - Portugal vai crescer

A semana fica marcada pelos números do PIB, bem como pelo milagre económico que se verificou na zona Euro. Não foi só Portugal que apresentou bons resultados ao fim de dois anos de programa de assistência. A Irlanda confirmou que vai mandar a troika embora de Dublin daqui a um mês. O bilhete das entidades internacionais será só de ida, já que os irlandeses optaram por não recorrer ao programa cautelar. Em Madrid também houve boas notícias. O resgate à banca espanhola acabou e nuestros hermanos podem continuar livremente as suas transacções. De Atenas não há boas nem más notícias. 

Acompanhei ontem o discurso de Passos Coelho no encontro dos autarcas sociais-democratas e notei que não há um desvio ao que sempre foi dito pelo PM. A confiança, a ambição e a certeza absoluta que as metas iriam ser cumpridas. Concordo que o governo nalgumas matérias foi longe demais, no entanto para equilibrar as contas públicas era necessário angariar mais receitas. 

Felizmente que o problema português só está relacionado com o desequilíbrio orçamental e nada mais. Não é difícil colocar o défice em ordem, o problema vai ser manter esta mentalidade. A grande tarefa que se coloca aos próximos governos é saber se conseguem gerir o dinheiro que dispõem da melhor maneira. Passos Coelho disse ontem que os próximos fundos comunitários serão destinados às empresas, para que possam aumentar a produtividade e criar emprego. Pelos vistos a política do betão vai acabar. O mais certo é que sejam as empresas a "construírem" esse betão, através do financiamento e não é o Estado que tem de alcatroar as nossas auto estradas desertas. 

O PM falou também das exportações. Passos quer atingir a curto prazo 50% nos produtos que vão lá para fora. Temos homem e primeiro-ministro que não tem medo de colocar a fasquia alta. Se a breve trecho as exportações atingirem 50% do PIB temos o problema resolvido. Mas como é que se isso alcança? Passos tem a solução, já que ao reservar os fundos comunitários para as empresas está a dar um sinal de maior crescimento económico. 

Nota-se uma mudança de mentalidade no governo a que não é alheio a entrada de Pires de Lima para a pasta da economia. Ao mesmo tempo que se faz o ajustamento das contas é preciso arranjar ideias para investir. Afinal parece que a crise política de Julho fez bem a todos. 

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