Etiquetas

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O Presidente já decidiu.

A primeira tentativa de Cavaco foi em Julho. Os partidos não aceitaram a proposta do Presidente e cada um ficou na sua quinta. O resultado da arrogância partidária que ainda se vive em Portugal foi um Orçamento muito pesado para o país. Se os três principais partidos estivessem unidos na tentativa de salvar o país da bancarrota, os resultados da execução orçamental eram melhores. Contudo, sem consenso político o espectro de um 2º resgate continua a pairar sobre o país.

O Presidente quer um consenso alargado a dez anos. Isto implica uma profunda reforma das instituições, nomeadamente a nível eleitoral mas também constitucional. A reforma da constituição é novamente tema de conversa mas nem aqui os partidos estão de acordo. O principal culpado da não haver negociações é o PS, porque o seu líder está sempre contra tudo mesmo antes de conhecer e estudar as propostas. 

Eu só vejo uma forma do PR impor uma governo que inclua três partidos. Nas eleições legislativas de 2015 quem vencer nunca terá maioria absoluta, pelo que obrigatoriamente irá ter de fazer coligação. O parceiro de PS ou PSD nessa futura coligação será sempre o CDS. Tendo em conta que os centristas nunca serão um parceiro estável, o PR vai obrigar a que um terceiro partido se junte aos dois primeiros. Nessa altura a intervenção de Cavaco será determinante para terminar o seu mandato como o "salvador da pátria". 

Quem irá liderar o futuro governo? Os três líderes dificilmente terão o apoio das bases. No entanto, por estranho que pareça Passos Coelho é o que tem mais hipóteses de ficar.

A vontade de Cavaco vai-se estender à figura do Primeiro-Ministro porque PSD, CDS e PS nunca irão estar de acordo quanto a um nome para liderar o governo. A responsabilidade de nomear o D.Sebastião cabe a Cavaco Silva. É aqui que surge o nome de Silva Peneda. O homem até já se coloca em bicos dos pés....

Sem comentários:

Share Button