Etiquetas

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Dias difíceis para o Presidente

A vida não está fácil para o Presidente. Depois das complicações relativamente à Síria e Irão, eis que a crise interna chegou para ficar.

A implementação do Obamacare não está a correr como o presidente esperava, facto que já provocou um "shutdown" difícil de explicar nos dias de hoje. A forma como Obama tem gerido esta situação não tem sido a melhor.

O acesso ao site que permite aos cidadãos adquirir o plano de saúde está a gerar muita confusão nos Estados Unidos. O que a oposição republicana não conseguiu fazer, está a ser provocado por uma questão informática. No entanto, o mais pequeno pormenor pode ser suficiente para destruir um programa. 

Barack Obama tem tentado por todas as vias convencer os americanos que adquirir o seu seguro é o melhor para a população. Com a ajuda do Supremo, o líder norte-americano tem ganho esta guerra no plano político, mas continua a perder no campo social. E esse factor é o que mais conta neste momento, porque muitos cidadãos não estão na disposição de trocar o seu plano por outro. Pior mesmo é obrigar as pessoas e posteriormente multá-las. 

Quando o Estado oferece um produto aos seus cidadãos, estes devem ter a oportunidade de escolha pessoal. Nenhum poder tem a possibilidade de obrigar uma pessoa a adquirir um serviço. Além do mais, a decisão do Supremo Tribunal é irrisória, já que considerar o Obamacare um imposto é uma patetice política para além de ser uma ilegalidade. 

Obama está a colocar os americanos numa posição, em que não podem optar entre a sua opção pesosal e as políticas definidas pelo Presidente. Neste segundo mandato, o Presidente tem sido mais duro e casmurro. Não consigo perceber como é que não adivinhou que o site iria estar entupido, quando à ultima hora milhões de americanos vão optar pelo seu seguro. 

Lá como cá, as pessoas deixam tudo para a última hora. 

2 comentários:

Diogo disse...

Para compreender isso é preciso compreender isto:

The Establishment's Two-Party Scam

Establishment - é um termo usado para referir genericamente a tradicional elite dominante ou elite do poder e as estruturas da sociedade que ela controla.

Esta fraude consiste na fundação e financiamento pela elite do poder de dois partidos políticos que surgem aos olhos do eleitorado como antagónicos, mas que, de facto, constituem um partido único. O objectivo é fornecer aos eleitores a ilusão de liberdade de escolha política e serenar possíveis sentimentos de revolta contra a elite dominante.


Dr. Stan Monteith: "De há muito, o principal problema da vida política americana tem sido tornar os dois partidos congressionais (o partido Republicano e o partido Democrata) mais nacionais. O argumento de que os dois partidos deviam representar políticas e ideias opostas, uma, talvez, de Direita e a outra de Esquerda, é uma ideia ridícula aceite apenas por teóricos e pensadores académicos. Pelo contrário, os dois partidos devem ser quase idênticos, de forma a convencer o povo americano de que nas eleições pode "correr com os canalhas", sem na realidade conduzir a qualquer mudança profunda ou abrangente na política."

É sobejamente reconhecido que as corporações internacionais contribuem com largas somas de dinheiro para ambos os partidos políticos, mas será possível que ambos os partidos sejam controlados essencialmente pelas mesmas pessoas? Teria George Wallace razão quando afirmou:

"... não existe diferença nenhuma entre Republicanos e Democratas."

"... A verdade é que a população raramente é envolvida na selecção dos candidatos presidenciais; normalmente os candidatos são escolhidos por aqueles que secretamente mandam na nossa nação. Assim, de quatro em quatro anos o povo vai às urnas e vota num dos candidatos presidenciais seleccionados pelos nossos 'governantes não eleitos.' Este conceito é estranho àqueles que acreditam no sistema americano de dois-partidos, mas é exactamente assim que o nosso sistema político realmente funciona."

Diogo disse...

E ainda:

O Professor Arthur Selwyn Miller foi um académico da Fundação Rockefeller. No seu livro «The Secret Constitution and the Need for Constitutional Change» [A Constituição Secreta e a Necessidade de uma Mudança Constitucional], que foi escrito para aqueles que partilhavam os segredos da nossa ordem social, escreveu:

"... aqueles que de facto governam, recebem as suas indicações e ordens, não do eleitorado como um organismo, mas de um pequeno grupo de homens. Este grupo é chamado «Establishment». Este grupo existe, embora a sua existência seja firmemente negada; este é um dos segredos da ordem social americana. Um segundo segredo é o facto da existência do Establishment – a elite dominante – não dever ser motivo de debate. Um terceiro segredo está implícito no que já foi dito – que só existe um único partido político nos Estados Unidos, a que foi chamado o "Partido da Propriedade." Os Republicanos e os Democratas são de facto dois ramos do mesmo partido (secreto)."

O Professor Miller usou nesta frase "(secreto)" porque sabia que ao povo Americano nunca será permitido tomar conhecimento que na realidade só existe um partido político nos Estados Unidos.



Nenhum debate do Governo Invisível Americano ficaria completo sem mencionar o Professor Carroll Quigley, o mentor de Bill Clinton quando este era um estudante na Universidade de Georgetown. O Presidente Clinton referiu-se bastantes vezes ao Professor Quigley nos seus discursos. O Professor Quigley deu aulas tanto na Universidade de Harvard como na de Princeton antes de se fixar na Universidade de Georgetown.

Embora Quigley fosse um devotado liberal, estamos em dívida para com ele pelas suas revelações acerca da origem da Elite do Poder que governa a nossa nação e o mundo. No seu livro «Tragedy and Hope: A History Of The World In Our Time» - [Tragédia e Esperança: uma história do Mundo dos nossos dias], Quigley documenta as origens da sociedade secreta que controla os nossos partidos políticos hoje e que se manifesta nas posições chave ocupadas pelo Council on Foreign Relations [Conselho das Relações Exteriores]. Aqueles que estudaram a influência deste Conselho reconhecem que ele controla tanto as nossas políticas domésticas quanto as externas.

O Professor Quigley também revelou que os Governantes Não Eleitos da América têm por objectivo controlar-nos, utilizando "especialistas" para subverter o nosso processo eleitoral:

"... É cada vez mais claro que, no século XX, o especialista substituirá o magnata industrial no controlo do sistema económico tal como irá substituir o votante democrático no controlo do sistema político. Isto porque o planeamento vai inevitavelmente substituir o laissez faire… De forma optimista, podem sobreviver para o indivíduo comum os elementos da escolha e liberdade no sentido em que ele será livre de escolher entre dois grupos políticos antagónicos (mesmo que estes grupos tenham pouca latitude de escolha política dentro dos parâmetros da política estabelecida pelos especialistas), e o indivíduo tenha a oportunidade de escolher mudar o seu apoio de um grupo para outro. Mas, em geral, a sua liberdade e poder de escolha serão controlados entre alternativas muito apertadas"...
.

Share Button