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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

PS pós-autárquicas

Alberto Martins é o novo líder da bancada parlamentar do PS. Carlos Zorrinho sai, tendo guia de marcha para Bruxelas onde provavelmente irá ter a companhia de Francisco Assis. Seguro fica sozinho na direcção do partido, mesmo tendo António Costa preso na Câmara de Lisboa. Sócrates continua na televisão e por uns tempos não haverá oposição interna ao secretário geral.

A nomeação de Alberto Martins não é uma boa notícia para Seguro. O antigo ministro de Sócrates é isso mesmo. Um socrático! Após ter ganho Lisboa com uma vitória esmagadora, Costa não deve tentar o partido. A única possibilidade em termos nacionais será Belém, mas não é para já. De momento, a entourage socialista está à espera da queda do governo para assumir funções governativas o mais rápido possível. 

Continuo a entender que o actual líder socialista não tem perfil nem ideias para ser Primeiro-Ministro. A única hipótese de tirar Seguro da liderança é este perder as eleições em 2015. Até lá os bastidores no Largo do Rato vão estar em permanente movimentação à procura de um novo ícone para fazer frente à direita. 

Para já, as primeiras alterações pós-autárquicas acontecem no PS. Em primeiro lugar porque é preciso definir estratégias de oposição, mas porque há muito a fazer internamente. Seguro está sólido, mas Costa e Sócrates continuam atentos ao que se passa no partido, não perdendo oportunidade para comentar cada passo desta liderança. Ao perceber que pode estar próximo de voltar a ser governo, os socialistas estão a caminhar para a primeira fila. Quem conseguirá o bilhete?

5 comentários:

Observador disse...

Meu caro, estará a esquecer-se de Vitorino?
Um nome a ter em conta, apesar do que possa parecer.
Ou vamos 'guardá-lo' para voos mais altos?
Belém fica perto.

Francisco Castelo Branco disse...

Vitorino não se quer misturar. O homem fica tão bem no papel de comentador que não quer sair de lá. Os que prometem muito nunca avançam. Note-se os casos de Costa no PS e Marcelo no PSD.

Observador disse...

Calma que Costa e Marcelo, tal como Roma e Pavia, 'não se fizeram num dia'.

Francisco Castelo Branco disse...

Mas também não demoraram uma eternidade para se construírem.

Marcelo e Costa são os típicos políticos que querem ser "falados", mas que nunca avançam, porque têm medo de perder!

Observador disse...

Estamos de acordo.

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