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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Para onde vão os derrotados

As autárquicas que passaram marcaram o fim do mandato de alguns "dinossauros" da nossa política. Muitos terminaram a sua aventura política, contudo a vontade de continuar a fazer política mantém-se. Da mesma forma, certos candidatos derrotados têm agora de procurar emprego, pelo menos muitos dirigentes do PSD. A sorte de uns é o azar de outros, pelo que o Primeiro-Ministro agora vai ter que ouvir da boca de alguns "perdedores" a sua insatisfação. O mesmo se passará com Seguro, já que o actual secretário geral fez algumas escolhas erradas durante a campanha, tendo perdido câmaras importantes, como por exemplo Matosinhos. 

Nomes como Fernando Seara ou Luís Filipe Menezes não sabem fazer mais nada do que "estar" na política. Além do mais, estes dois nomes à solta são um perigo, não só para o partido mas também para o executivo, sobretudo porque são uma voz contra Paulo Portas. Em Maio, realizam-se as eleições para o parlamento europeu, por isso não me admirava nada que um ou outro fosse mandado para bem longe daqui. No entanto, há um problema: Paulo Rangel termina o seu mandato como eurodeputado, e tendo em conta que se trata de um opositor a Passos Coelho, o seu regresso pode causar ainda mais distúrbio do que Seara ou Menezes. 

Uma última em relação a Menezes. O ex-autarca de Gaia sempre foi um aliado de Passos Coelho. Em troca do seu apoio na eleição para o partido em 2010, o primeiro ministro "ofereceu" a Câmara do Porto. Menezes não aproveitou porque é um político fraco. Mais fraco ficará, se a partir deste momento, for mais uma voz contra a política do governo. 

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